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Rota de bares pelo Le Marais, em Paris

Marcelo Sant'Iago

2026-12-20T18:15:32

26/12/2018 15h32

Um dos bairros mais antigos e charmosos de Paris, Le Marais reúne restaurantes, lojas descoladas, ateliers, locais históricos e, claro, excelentes bares. A região próxima à Place de La Republique reúne alguns dos melhores bares da cidade e dois dos 50 melhores do mundo. Preparei uma rota para você fazer a pé e, dependendo da animação, em uma única noite.

Nossa rota começa no Le Mary Celeste (1 Rue Commines, 75003), que em 2015 e 2016 esteve na lista dos 100 melhores do mundo. Ele saiu da lista, mas continua cheio e servindo bons coquetéis. Fique de olho na sugestão do dia. O bar é dominado pelo balcão central e fica em uma encruzilhada de 3 ruas, o que lhe dá um formato interessante.

Seguindo a jornada, mais 4 minutos a pé e você chega em um dos melhores bares da cidade e do mundo: o Little Red Door (60 Rue Charlot, 75003 ) é presença constante na lista dos 50 melhores bares do mundo e esse ano apareceu como o 33o. colocado. A experiência começa, na verdade, ainda na rua. Você com certeza irá precisar de uns 5 minutos para entender como entrar. O bar é meio escondido, mas a "pequena porta vermelha", inspirada em Alice no País da Maravilhas, é garantia de que você está no lugar certo.

Minha namorada na entrada do Little Red Door

Se você ainda estiver de pé – e com fome – a próxima parada é o Candelaria (52 Rue de Saintonge, 75003) o 42o. melhor bar do mundo. Aqui a pegada é completamente diferente. Trata-se de um verdadeiro "speakeasy", ou seja, um bar escondido, não visível para quem passa na rua. Para não estragar muito a supresa, minha sugestão é parar na minúscula e modesta taqueria de mesmo nome, forrar o estômago com os deliciosos tacos e então procurar a entrada do bar.

Menu do Candelaria

O Candelaria é um bar de alma latino-americana, então prepare-se para drinks com tequila, mezcal, pisco e cachaça. Comece com um clássico da casa, o picante Guepe Verte: tequila infusionada com jalapeno, mel de agave, suco de limão, folhas de coentro e pepino fresco.

Para fechar a rota pelo Le Marais, caminhe mais 5 minutos até o despretensioso Bisou (15 Boulevard du Temple, 75003). Se você não soubesse, provavelmente iria ignorar o bar ao passar pela frente, mas é um dos mais recomendados por os bartenders com quem conversei e um dos que mais gostei. Ele abriu no início de 2017, com uma proposta ousada: o bar não tem menu, os coquetéis são criados conforme o paladar do convidado. Minha sugestão, como sempre, é sentar no balcão e conversar com o Niko, que é o bartender da casa. Ele foi muito certeiro em todos meus pedidos. Mas faça um favor a você mesmo: não peça um Negroni nem um G&T: deixe a imaginação voar, conte a ele os sabores que te agradam e não irá se arrepender. O bar tem uma bela variedade de bebidas típicas francesas (Bonal, Suze, Byrrh, Calvados, Clement, etc), que funcionam muito bem em coquetéis autorais e em novas versões de clássicos.

Martinez com Bonal no lugar do vermute, no Bisou

Santé!

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Sobre o autor

Marcelo Sant'Iago é publicitário e editor no Brasil do Difford's Guide, maior site de receitas de coquetel do mundo. Fã das Aventuras de Tintim, passa boa parte do ano visitando os melhores bares e eventos no exterior, em busca de novidades e tendências que possam ser compartilhadas para trazer aprimoramento ao mercado brasileiro de coquetelaria. Recentemente foi homenageado com um drinque no Sub Astor, o Sant'Iago Fashioned. Ele é colaborador de revistas, consultor e o único brasileiro a fazer parte do Drink Tank, primeira rede global de inteligência voltada para a indústria de bebidas.

Sobre o blog

Pense no balcão do seu bar favorito, aonde você toma bons drinques, conhece pessoas interessantes, conta casos, aprende sobre coquetelaria com bartenders e descobre novos bares para o próximo gole. Saúde!